"O COMPLEXO CENÁRIO DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL ATUAL"

Seminário organizado via parceria APEB-FR & ARBRE 

23 de maio de 2019, às 10h, 76b rue de Rennes 75006 Paris

- Sandra Bitencourt : A disputa pela atenção no Brasil pós-eleições de 2018: arenas, atores e anomalias na comunicação pública

O principal objetivo deste trabalho é descrever e analisar como a movimentação de diferentes atores faz a disputa pela atenção pública e promove anomalias nos parâmetros de funcionamento da comunicação pública após a eleição de 2018 no Brasil. Partindo do conceito de Comunicação Pública como uma rede que articula diferentes setores do Estado e da sociedade civil em torno a um tema de interesse público, este estudo busca refletir quais alterações são perceptíveis nas arenas e nas estratégias discursivas dos que são instados a se pronunciar e tomar parte do debate público, especialmente em torno a temas sensíveis. São descritas ações de comunicação governamental, midiática e militante em torno da maior festa popular do país, o carnaval, e do Dia Internacional da Mulher.

Sandra Bitencourt é jornalista, Doutora em Comunicação e Informação (UFRGS) e Professora do Centro Universitário Metodista-IPA. É também pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Comunicação Pública e Política (NUCOP) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD), além de membro do Conselho Deliberativo do Observatório da Comunicação Publica-UFRGS.



- Maria Eduarda da Mota Rocha e Yvana Fechine : O papel das universidades na construção de uma comunicação pública no Brasil: a experiência do Programa Fora da Curva (Recife, Pernambuco)

No Brasil, a concentração de mídias nas mãos de poucos grupos empresariais e políticos, é, ao mesmo tempo, causa e consequência da ausência de um sistema de comunicação pública, capaz de defender a democracia e os direitos de segmentos ameaçados pelo crescimento do conservadorismo no Brasil, especialmente a partir do Golpe de 2016 e da eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Nesse cenário no qual as universidades se tornaram tanto um alvo quanto um espaço de resistência, cabe perguntar se e como elas podem colaborar para uma comunicação qualificada, crítica e voltada para os interesses públicos. Nossa discussão parte da experiência com o Programa Fora da Curva, um programa jornalístico diário de entrevistas, veiculado ao vivo pela Rádio Universitária FM 99,9 e pela Rádio Universitária Paulo Freire 820 AM, vinculadas a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Produzido por professores e estudantes da UFPE, em parceria com entidades da sociedade civil e coletivos de jornalismo independente, o Fora da Curva tem se mostrado uma experiência singular de comunicação pública, sustentada por essa articulação e por processos colaborativos de produção.

Maria Eduarda da Mota Rocha é professora de Sociologia da UFPE, mestre e doutora em Sociologia da Cultura pela Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, é professora convidada da Universidade Paris III (IHEAL-CREDA). Faz parte do grupo fundador e de produção do Programa Fora da Curva.

Yvana Fechine é professora de Comunicação da UFPE, mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e, atualmente, realiza pesquisa de pós-doutorado em Paris em torno da relação entre os “novos populismos” e as redes sociais digitais.


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