Chose de loc!

Imagens da França no cinema brasileiro

 

Fundação Casa de Rui Barbosa

Rua São Clemente 134

Botafogo Rio de Janeiro

9 a 12 de setembro

Entrada franca no limite dos lugares disponíveis

 

No quadro das manifestações do Ano da França no Brasil, ARBRE e Casa de Rui Barbosa promovem uma mostra de cinema seguida de debate. No programa: O Homem do Sputnik (Carlos Manga, 1959), Como era gostoso o meu francês (Nélson Pereira dos Santos, 1970), Joana Francesa (Carlos Diegues, 1973) e Orfeu Negro(Marcel Camus, 1959).

Entrada franca no limite dos lugares disponíveis. 

 

   

Da comédia fantástica ao drama social, esta retrospectiva aborda o tema das imagens da França no cinema brasileiro a partir de dois movimentos: a chanchada, comédia popular rica em estereótipos, e o cinema novo, que nasceu no começo dos anos 60 do desejo de conciliar realismo social e estética experimental. 

Chique e liberada, sensual ou pervertida, a mulher francesa é retratada em vários filmes brasileiros. Em O Homem do Sputnik de Carlos Manga (1959), uma comédia em que todos os clichês são levados ao extremo, a aparição de um estranho objeto parecido com o famoso Sputnik no quintal de Anastácio e Cleci, um pacato casal de caipiras que vive no interior do Rio de Janeiro, chama a atenção de espiões internacionais. Depois dos Estados Unidos e da União Soviética, a França decide enviar sua arma secreta para o Rio, que se torna um ninho de espiões. A divina Bebê, paródia de Brigitte Bardot interpretada pela atriz brasileira Norma Bengell, tem a missão de convencer Anastácio a lhe entregar o Sputnik. Mas será que o amour à la française conseguirá superar o pulso forte dos soviéticos e a falsa amizade dos norte-americanos?

Em Joana Francesa de Cacá Diegues (1975), a paródia cede lugar ao drama histórico e social tão importante para o cinema novo. Carlos Diegues, depois de passar anos no exílio em Paris, onde conhece os principais representantes da Nouvelle Vague, põe em cena Jeanne Moreau com música de Chico Buarque de Holanda. A francesa, após utilizar seus charmes em um prostíbulo de São Paulo, aceita o convite de um de seus ricos clientes e vai morar em uma fazenda no nordeste do Brasil, onde os sinais de uma riqueza em decadência compõem um estranho universo. 

A aventura antropológica e antropofágica Como era gostoso o meu francês de Nélson Pereira dos Santos (1971) é um clássico que aborda outros estereótipos. Interpretada em francês, português e tupi, esta obra do cinema novo evoca a presença de marinheiros, traficantes e aventureiros franceses no litoral brasileiro no século XIV, através da história de um homem capturado pelos índios tupinambás e destinado, literalmente, a ser comido. A ficção, inspirada no relato do viajante Hans Staden e nos escritos de Jean de Léry, evoca uma experiência de alteridade levada ao extremo dentro de um estilo tragicômico. Trata-se de uma apropriação livre do espírito do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade feita por Nélson Pereira dos Santos.

O filme franco-brasileiro Orfeu Negro (1959), dirigido por Marcel Camus a partir de um roteiro de Vinícius de Moraes e com música original de Tom Jobim, fechará a mostra trazendo uma reflexão sobre as passarelas imaginárias entre o Brasil e a França. O amor de Orfeu e de Eurídice transportado aos morros do Rio de Janeiro dá o tom para a trama deste drama musical, pontuado pelos ritmos do carnaval. Em oposição ao olhar brasileiro sobre a França, “Orfeu Negro” oferece um olhar francês sobre o Brasil, também repleto de clichês e estereótipos. 

As projeções serão seguidas de um debate entre o público e um pesquisador especialista no assunto.

 

Imagens da França na chanchada

Quarta-feira de Setembro de 2009 18h30

O Homem do Sputnik de Carlos Manga(1959)

Atlântida Cinematográfica, com Oscarito, Cyl Farney e Norma Bengell. 98min.

Debate com João Luiz Vieira (Universidade Federal Fluminense)

 

Imagens da França no cinema novo

Quinta-feira 10 de Setembro de 2009 18h30

Como era gostoso o meu Francês de Nélson Pereira dos Santos (1971)

Condor Filmes, com Adruíno Colassanti,  e Ana Maria Magalhães. 84 min.

Joana Francesa de Cacá Diegues (1975)

Zoom Cinematográfica, com Jeanne Moreau e Eliezer Gomes. 110min.

Debate com Ana Maria Mauad (Universidade Federal Fluminense)

 

Do outro lado do espelho: imagens do Brasil no cinema francês 

Sábado 12 de setembro de 2009 16h

Orfeu Negro de Marcel Camus (1959)

Dispat Films, com Breno Mello e Marpessa Dawn. 107min.

Debate com Tunico Amâncio (Universidade Federal Fluminense)

 

 

 

 

 

 

 

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